| |
23.6.09 |
| 3:35 AM :: sorte do nada |
não há nada que se equipare a um prédio de 100 andares não há nada que se equivale às estrelas além de Antares não há o que se equivoque tão quanto o próprio amor não há nada que se elimine a não ser da pena, a dor não há nada que seja até que o ser tudo tenha a tudo que valhe o ensejo de oferecer uma boa noite: ao jornal que se credita; ao sono que se dissipa, boa sorte.
Poema selecionado para o "Oi Expressões na Rua 2009". Confira a programação no site: expressoes.oi.com.br |
|
| |
19.5.09 |
| 9:24 PM :: um reles preceito |
para alguns, o hábito às ninfas, a libido à geração, o mito um porém desinibido
às conchas, os verbos às pérolas, o subjetivo à metalinguagem um sorriso definitivo
na mudança, uma inconstância na lei, nenhuma segmentação na longa vida, raízes da infância perdidas na transformação
à todos, a forte pimenta às apostas, o dado viciado ao futuro, se reinventa ao resto, o sétimo pecado |
|
| |
15.4.09 |
| 6:01 PM :: Tratados da geração |
Transgenia é um algo. Um algo passado que se dissipou pela comida e alguns ainda ousam chamar de arte. Até porque ousadia é uma palavra muito capital, tende a um pecado que a Igreja esqueceu de colocar em seus manifestos. Quando aparece um pensador esquerdista, se é que dar sentido serve realmente para alguma coisa nos dias de hoje, os outros se deixam aparentar pelo direitismo. Sem sentido obviamente, afinal política não se discute... se apodera. Já no caso da transgenia, pergunte pra Darwin ou aproveita pra tirar o teste de DNA.
A leve impressão é que realmente mudaram alguma coisa, bem ali, em alguma ascendência. Ai todos se desesperaram, assim como a humanidade gosta de andar: com o pé atrás. A pesada impressão é o desequilíbrio fundamental, aquele que todos temos muito além do medo e muito além da coragem. O medíocre além, que se alimenta desses balanços espaciais.
O que verdadeiramente andam tratando é a ontologia do porra nenhuma. Façamos porque façamos, isso foi tratado. É por essas horas que imagino como resolveram a questão do Acre:
- Oi. Essas árvores são minha Terra! - exclamou o índio - Opá, então essa terrica é de vosso bem, obrigado, fico com aquele lado ali e ficamos por isso. - sacaneou o portuga. - Desde que fiquemos - espanhol na minúcia - com as montanhas da coca-cola, acho válido. - Só dá 3 pulinhos e um espelho, ficamos por isso, taubATÉ. - concluiu o índio.
Pronto, por três meros pulos, conseguiram mais alguns meros hectares amazônicos e assim caminhou a humanidade, sem contar de como a Noruega surgiu, que na verdade não tem relação nenhuma. É outra normalidade. Pra ver o resultado da "arte transgênica exploratória" só esperaram 5 séculos e pronto: "Ai tá a bela dona." Isso porque só o índio deu valor ao espelho, os outros nem mesmo olhavam para si mesmos.
|
|
| |
5.4.09 |
| 6:03 PM :: Extra: Expressiva de nosso século não sabe o caminho pra casa |
A Assessoria de Imprensa informa: a Essência se perdeu, se alguém encontrá-la, favor colocar sua foto na caixa de leite mais próxima. O agente responsável pelo encaminhamento do caso, que a priori resolveu não expor seu próprio nome, expllicitou sobre os detalhes. A última vez que a Essência foi vista, estava ela passeando no bosque do papa e havia sentado no gramado mais próximo do museu.
Testemunhas dizem que um cachorro seguia seus passos, mas de qualquer jeito, o próprio animal não complementou o caso, por ter encontrado uma árvore perfeita pra demarcar seu território. Como dizem as más línguas, deu uma paradinha pra mijar. Terminada a constituinte natural, esqueceu a Essência indo e latiu pra ver se a mesma não ouvia: "vai pastar, aqui a parada é tensa".
A família não quis comentar sobre o caso, porém sua avó pediu com o coração partido que ela viesse pra casa pra não perder o rumo. A ABIN encontrou em um de seus relatórios a ligação do Rumo com a Essência. "A linha caiu", essa foi a conclusão dos especialistas. "A Essência só perdeu o Rumo, nada demais, a lasanha de quatro queijos que eu faço é muito melhor que o trabalho desses filhos da pauta da ABIN", disse a avó.
Desejamos veementemente sorte a avó pra encontrar sua Essência e pedimos que o Rumo ligue a nossa redação caso saiba de alguma coisa. Mandamos a ABIN pastar, assim como fez o cachorro. |
|
| |
30.11.08 |
| 8:27 AM :: Hermes responde: |
Quando escrita a tábua de esmeralda, em que tudo lá em cima é igual a aqui embaixo, a sinceridade era outra. Foi gerado um novo dogma, que acabou com todas as expectativas de nossa querida e bela humanidade. Esta hoje é mera escrava da valorização do ouro, da grana, do dindin. Perderam-se nas marcas, nas ideologias e no poderoso ego. Hoje, eu sou eu, você é você, só que todos se colocam como instituições. Todos se consideram intocáveis, não se glorificam pela união, esquecem da transcedência e de suas ascendências.
A memória é curta, isso é fato. O ego... individual. Vocês deveriam mandar Freud ir a puta que pariu porque ele começou com tudo isso. Pensemos na crise pós-moderna. Porque não reverter isso o quanto antes. Antes mesmo do ferro ferir, pega a cabeça e se coloque no lugar de seu mais próximo confidente. Repassemos as verdadeiras informações do bom senso.
Quem paga o pato somos todos nós... precisamos de uma nova Princesa Isaura, isso é bem sério. Não quero ser amigo do Obama, do Lula, nem fazer discurso político. Mas a ditadura das informações é realidade. |
|
| |
22.11.08 |
| 8:23 AM :: o senso e o consenso |
ontem percebi que senti: numa praia com árvores, porém assaltada pela beleza de um deserto afora. Ali do lado, em meio as trilhas sem rumo. Senti o prazer de estar perto de amigos, perto de influências e fluentes. Parece engraçado essa percepção nostálgica, pois parecia que eu estava do lado daqueles velhos parceiros de video-game. E as pessoas queriam jogar comigo e mais outros.
É um prazer que se sente, prazer que se consente. Regenera-se no ser, na ideologia do fazer.
Porque como afirmo há 4 anos: Aqui eu sou, aqui eu faço. |
|
| |
19.11.08 |
| 3:00 PM :: os apóstolos do patrocínio |
sim, é uma tristeza saber que a vida só não vai pra frente, quando cai em meio a uma poça sem perceber. Mas a vida, essa luz que se retransmite em um minuto a outro, sem papos de velocidade e físicas quânticas, é sinônimo de vitória e não de ganhar como muitos pensam. Parece que um conselheiro veio pra mim e falou: faça um livro de auto-ajuda. Dai eu respondi: vá a merda, deixa eu fazer o que eu quero!
Essa vontade é muito real, acontece em muitos de nós e vai continuar acontecendo. "Não se precipite nas decisões, faça elas acontecerem." eu, eu mesmo e irene |
|
|